Felizes são os burrus, os ingenuos, e os filha-da-puta!
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Madrugada em Ursa Maior

Tem dor que a gente não guarda no bolso não é porque não quer, e sim porque não cabe.

Surge um breve desespero quando se procura solução e ela não é prontamente encontrada. No sentido literal há vários meios de encontrar as saídas e os incontáveis por quês que te tiram o sono, porém na prática real não é bem assim. Nem os que se consideram pós-graduados na arte das relações humanas possuem as manhas de descobrir, de fato, o que é que há por detrás de nossos olhos. Porque o que se reverbera na verdade são as palavras, pronunciadas na eloquência mais fiel possível, para que o destinatário se torne um porto, onde o remetente possa ter o abrigo necessário. Até partir e abandonar o lugar que tanto quis e que o acolheu.

Há inúmeros portos abandonados por aí. Depois de desbravados e utilizados, para nada mais servem, e só lhes resta apodrecer. Até mesmo a melhor madeira apodrece quando não é cuidada da maneira que deve ser. Até mesmo as estacas mais profundas se tornam danosas quando não há cuidado necessário. ”Cuidado”, palavra que exprime atenção, alerta, que salva vidas, relacionamentos e os que se encorajam mar adentro em suas buscas incansáveis. Em alto mar a vida se torna redundância e ela própria vira isca.

Eu não sou o mar. Eu não sou o barco. Eu não sou o cuidado. Eu sou o cais, e eu vivo com os pés na lama.

Já não bastasse a sujeira natural que tenho, o mundo vem depositar parte de seu lixo no lugar mais limpo que possuo. A dor que tento colocar no bolso é o fruto amargo desse depósito errado e cruel, que ocupa a morada que tem como residente a simplicidade e o amor. Mas eu tenho a cada novo dia a possibilidade de jogar fora os lixos que deixaram em mim. Eu vivo com os pés na lama, mas nem por isso eu deixei de olhar para as estrelas.

Para os lugares da minha alma que o mundo ressecou eu utilizo do mesmo cuidado que gostaria de receber, só assim consigo retalhar o que em mim está danificado. Para conviver e lidar com o absurdo eu o vivo à risca, no fio da navalha, porque sei que um dia isso tudo vai se justificar. É a esperança que eu tenho ao alcance da mão, viver o absurdo pra que ele deixe de ser absurdo. O que nos realiza não é o reconhecimento que nos vem do outro. Ele é complemento. O que realmente conta é o que sabemos de nós mesmos.

Resolvi descredenciar algumas prioridades. O tempo e a vida se encarregaram de me mostrar o que realmente importa.

Quando a gente encara a noite como o dia da alma, muitas coisas mudam de significado.

Texto postado em 31/03/2013 às 9:55pm | 0 notes | (reblogue this!)

Horizonte Infinito.

Tem horas que tudo que a vida faz é nos empurrar pra bem longe.

O que agente faz ? Agente vai atras do que agente nem sabe direito o que é, agente sai correndo, agente esquece de tudo, esquece de todos ,até chegar lá.Porque é justamente la no meio do nada, embrenhado naquele silencio, que parece que corta agente ao meio,e so  la que agente consegue ter na nossa cabeça, finalmente a clareza que procurávamos sem saber.

E fazer musica pra mim, é botar ordem nessa barulheira que agente leva,é fazer com esses caminhões lá fora, o sangue na TV ,a gritaria das ruas, a injustiça dos nossos dias, as pressões que chegam acabar com a nossa vontade de viver, é fazer com que tudo isso pare.

 Que tudo isso se harmonize nem que seja por alguns minutos,porque as vezes eu penso, agente briga pra ter paz, agente chora pra poder sorrir, agente grita porque agente quer que as pessoas ouçam o que agente canta,agente vive pelo que se foram ,agente morre pelos que ainda estão aqui, e eu sinto que as vezes agente precisa dar de cara com o muro mesmo, agente precisa ver no horizonte o fim da linha , ate que no alge do desespero agente apalpa as nossa próprias costas, e vê nela o surgimento de um par de asas, e nessa hora agente percebe , que se agente acreditar nisso tudo que agente faz, colocar cada gota de nosso sangue, nosso suor nisso que agente faz e continuar fazendo isso,enquanto houverem forças o que nos temos em nossas mãos é infinito.

Texto postado em 3/02/2013 às 8:25pm | 0 notes | (reblogue this!)

Eu sinto que ás vezes a gente precisa dar de cara com o muro mesmo.A gente precisa ver no horizonte o fim da linha,até que no auge do desespero,a gente apalpa as nossas próprias costas e vêem nela o surgimento de um par de assa

Texto postado em 16/11/2012 às 9:12pm | 0 notes | (reblogue this!)

Queria, por um dia, conseguir mudar deixar de ser errante, por um dia, não andar, eu tenho uma ferida de cada lugar, em que deixei guardada a solidão. E é por isso que eu digo que eu não sei lidar. É muito mais do que meu peito pode suportar. Não quero sonhos com hora marcada pra acabar. Prefiro essas histórias imperfeitas pra contar.

Texto postado em 11/11/2012 às 8:10pm | 0 notes | (reblogue this!)

Eu tentei pintar na minha cara um sorriso igual, aquele que eu sei, está lá num grão de areia entre as mostardas e o pinhal,eu vi que o céu me atrai bem mais que o chão, mas é tão cruel contemplar sozinho a imensidão.


Texto postado em 11/11/2012 às 8:09pm | 0 notes | (reblogue this!)

Há muitas coisas estranhas nesse mundo. Contudo, não importa o quão estranhas seja sempre á alguém, pelo menos uma pessoa que ás vê. Se não fosse assim, não as acharíamos estranhas. Pessoas, Pessoas, Pessoas. As pessoas são os seres mais estranhos deste mundo.

Texto postado em 3/11/2012 às 9:26pm | 0 notes | (reblogue this!)

Eu me tornarei seus olhos e verei o futuro por você.

Texto postado em 3/11/2012 às 9:19pm | 0 notes | (reblogue this!)

Você sabe por que os olhos das pessoas são na frente? É para que vejam as paisagens distantes e sigam em frente.

Texto postado em 3/11/2012 às 9:17pm | 0 notes | (reblogue this!)

Nós somos apenas simples pessoas movidas pela vingança em nome da justiça. Mas se a vingança é chamada de justiça, então dessa justiça irá nascer ainda mais vingança… E então se torna uma corrente de ódio. Viver com isso, ciente do passado, predizando o futuro, isso que significa conhecer a história. Não podemos evitar, mas sim entender, que as pessoas nunca entenderão uma as outras.

Texto postado em 3/11/2012 às 9:14pm | 0 notes | (reblogue this!)

Vocês só dão importância a si mesmo. Acham que podem adiar a morte. Vocês se iludem com essa frívola paz. Quando se mata alguém, você assina sua própria sentença de morte. O ódio é a corrente que liga você

Texto postado em 3/11/2012 às 9:02pm | 0 notes | (reblogue this!)
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